Mauricio Munhoz logotipo
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20 de setembro 2024

Sermos genuínos num mundo de comparações

Aprendi a nadar lá pelos meus 7 ou 8 anos de idade, porque os médicos falaram aos meus pais que seria uma ótima atividade física para tratar a minha bronquite crônica.

Hoje...bom, hoje basicamente eu só boio. Mas acreditem: já puxei muita água e contei muitos azulejos durante a adolescência!

Como teria sido com qualquer outro esporte, a natação me trouxe ótimos aprendizados para a vida, que vão além da mecânica dos movimentos e as tão importantes respirações, sendo que um deles foi: não interessa o tempo do cara que está na raia ao lado, e sim o seu próprio!

Digo isso com o "Badaró" em mente, um cara que era rápido e muito consistente na água, onde eu confesso: era saber que ele estaria na raia ao lado e pronto, eu permitia que isso perturbasse o meu raciocínio, e acabava balizando o meu nado tendo como referência a presença dele ali ao lado.

Um senhor erro, pois deixava de mentalizar e focar o que eu poderia fazer na minha própria raia. Passava a ser muito mais sobre "bater o Badaró" do que "fazer o meu melhor"... e assim o Badaró ganhava.

Pior que isso: eu também deixava de me divertir como poderia.

Os céus e os infernos estavam na minha cabeça, e não em quem estava ao meu lado.

Meu ponto, aqui: nos compararmos com os outros atrasa o nosso caminho de aprendizagem, de evolução, além de tirar o prazer que podemos sentir na nossa caminhada.

Lá nas piscinas, precisei aprender que o importante era focar no que eu estava fazendo, no que eu poderia melhorar e fazer...

Na vida, conecto esse aprendizado ao fato de que cada um tem seu caminho, seus desafios, suas dificuldades, suas facilidades, seu jeitão de conduzir as coisas.

Esse é o convite: buscarmos nosso autoconhecimento, nossa autoconfiança, nosso respeito próprio, para depois transbordar isso tudo em relações melhores com aqueles que estão ao nosso lado.

Feito o convite, e antes de dar o meu "Bora adiante!", trago aqui uma foto que representa um tanto dessa história toda.

Nesse clique maravilhoso, vemos o Michael Phelps (monstro!!!) dando sua braçada característica na frente, trazendo consigo milhares de horas de treinamento e de aprendizados, tendo foco único naquilo que vinha adiante na sua raia.

E temos também o Chad le Clos, ao lado, olhando para o Phelps.
Adivinhem quem ganhou...

Agora sim...
Um forte abraço, e
Bora adiante!

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