
Em 2004, 2005, eu tive algo que hoje sabemos nominar, mas que na época me parecia frescura, ou mesmo fraqueza minha diante das coisas: Burnout.
Na realidade, foi uma mistura de Burnout com início de depressão, pois além da fadiga funcional no trabalho (e também por não me identificar com o que estava fazendo), ainda havia outros pontos de profundo estresse relacionado à saúde de várias pessoas da minha família, muito próximos, e todos acontecendo exatamente no mesmo período.
Mesmo me pegando parado dentro do carro, com ele ligado a 2 quadras de onde eu trabalhava, e sem conseguir ir adiante ou mesmo voltar para casa, eu me culpava pela "fraqueza" de estar sentindo aquele medo todo, misturado com um buraco na alma e a sensação de confusão mental.
Já a alguns bons anos, digo com todas as palavras que naquele momento me faltaram autoconhecimento, autocuidado, autoempatia e protagonismo.
Digo isso porque:
Falamos tanto de Empatia e esquecemos que é fundamental praticarmos a tal Autoempatia, nos respeitando e cuidando profundamente de modo prioritário.
O convite é que tenhamos a sabedoria de reconhecer nossos problemas, prestarmos atenção em como eles nos afetam, e levantarmos nossas bandeiras de ajuda antes que acabe a gasolina do nosso tanque (ou sendo mais moderninho, a carga da bateria!! rssss), pois acreditem, quando acaba o carro para mesmo!
Um desafio adicional pode vir nesse contexto em que somos cada vez mais estimulados a olharmos para os outros de modo humanizado, e podemos nos esquecer do quão fundamental é iniciarmos este olhar com nós mesmos.
Bora nos cuidar, para somente depois podermos cuidar de nossas relações.
Bora adiante!