
Uma das atividades que eu sou apaixonado é estar em sala com equipes e lideranças, provocando sobre pensares e agires diferentes.
Lembro-me que em conversas com a equipe McKinsey (com quem tive o presente de participar em cursos de facilitação de grupos lá nos idos 2000 e algo) havia um pano de fundo: o desejo de que nos conectássemos genuinamente com as turmas que viéssemos a facilitar.
Para isso, um exercício que trago comigo até hoje, e que faço em todo e qualquer encontro com as lideranças e equipes em sala de aula corporativa, é o de esvaziar ao máximo o meu ego.
Que bonito, Mau!! Mas o que isso significa na prática?
Significa que antes de cada encontro eu sumo e tenho meus momentos comigo mesmo, reconhecendo-acolhendo-minimizando receios e vontades, evitando formar opiniões prévias sobre o encontro, pedindo para o Cara Lá de Cima que eu seja um facilitador para o que a turma precisa, e por aí vai.
Uma outra faceta dessa mesma moeda é não cair previamente em pilhas que não são minhas. Explico com dois exemplos recentes.
Em um deles, durante as conversas prévias com o RH da empresa dentro do processo de escutatória para entender expectativas, barreiras a serem trabalhadas etc, o que mais escutei na conversa foi: "essa turma é bem difícil"...
Já numa outra empresa, o que escutei já estando na sala enquanto aguardava as lideranças chegarem, foi: "se tal pessoa vier, putz.... vai ser complicado, pois é uma pessoa que tem uma opinião muito forte sobre tudo.... é uma pessoa muito difícil"... A pessoa apareceu.
Maravilhoso, não?!
Os pontos são: 1. quem fala, quer ajudar; 2. são frases feitas com base nas experiências que elas tiveram. Ou seja, não necessariamente será desse modo com a gente!
Aí vem o exercício que eu acabo resumindo numa frase que repito comigo mesmo: mega agradeço como informação, mas isso não me pertence.
Esse exercício é importante para o sucesso na condução das equipes em conversas que podem sim ser difíceis! O trem é levar essas conversas com um profundo respeito ao outro a cada segundo, num processo importante de escutatória mútua, com acordos bem claros entre todos, e por aí vai.
Ah! O que aconteceu nestes dois exemplos?
Digo que a turma foi absolutamente participativa com seus questionamentos de modo positivo/ produtivo, trazendo cases / dores / soluções muito importantes para o amadurecimento entre eles.
Já aquela pessoa se mostrou um(a) grande sponsor do projeto, trazendo suas dificuldades de modo humilde, aberto, e se propondo a ser exemplo do que estávamos falando (inclusive já tendo trazido sua humanidade para a turma).
Meu ponto de vista é que cada qual tem sua experiência com os demais. É importante respeitarmos isso, porém tendo em mente e no coração que isso não nos pertence...
Com isso, damos a chance maravilhosa de formarmos o nosso próprio ponto de vista sobre o que nos cerca, entendendo também que tudo pode mudar!!
Bora, sem julgamento...
Bora adiante!!!